Quarta-feira, Novembro 29, 2006
Comecei meus estudos no ano de 1983, na Escola Básica Professora Jandira
D' Ávila, minha professora chamava-se Sônia.
Minhas lembranças do período escolar são poucas. Lembro-me que tinha poucas dificuldades, aprendia com facilidade.
Lembro-me que quando passei para a 4º série, me colocaram no turno da tarde, que diziam ser dos alunos "fortes", mas minha mãe trabalhava e precisava de mim neste período, então ela pediu minha transferência para o período intermediário.
No ano de 1987, quando passei para a 5º série, mudei de escola, fui para a Escola Básica Professora Maria Amim Ghanem, que era nova e mais perto de minha casa. Não me lembro tampouco de ter tido dificuldades nessa fase.
Também não lembro quando começou minha predileção pela leitura, lembro de episódios em que minha mãe mandava-me fazer algum serviço de casa e eu ficava lendo ao invés de fazê-lo e minha mãe dizia que eu ia ficar doente de tanto ler, por isso muitas vezes lia escondido.
Como não havia livros em casa, os primeiros livros que li eram romances Sabrina, Júlia, Bianca e outros desse gênero, porque minha irmã, que é três anos mais velha que eu, conseguia emprestado de suas amigas. Também lia uma enciclopédia de 4 volumes sobre sexualidade, de meu pai. Acho que me ajudou na adolescência, pois era bastante explicativa e eu me identifiquei com as mudanças que ocorriam comigo.
No ensino fundamental, minha professora de português chamava-se Janice e dava aulas também de Língua Inglesa. Lembro-me das aulas de leitura, ela nos levava até a biblioteca e deixava-nos escolher o que ler. Meus preferidos eram os livros da coleção Vaga-lume.
Ela sempre dizia para lermos, pois teríamos que apresentar o resumo em classe e valeria nota. Não sei dizer se alguma vez tive que apresentar a leitura e, se tive, o episódio apagou-se de minha mente, mas, lembro-me que minha irmã, que tinha aula na mesma época e com a mesma professora teve que apresentar pelo menos um livro e me lembro até do nome "O caso da borboleta Atíria".
Sei que era uma aluna mediana, pois apesar de não ficar em recuperação nem tirar notas baixas, também não tirava notas altas, nem participava ativamente das aulas. Era bastante tímida.
Quando estava na 8º série, em 1990, fiquei em recuperação pela primeira vez, em matemática, mas passei.
Quando fui para o segundo grau, voltei a estudar no Colégio Estadual Professora Jandira D' Ávila, pois lá tinha 2º grau, e no Maria Amim, não.
Meu professor de língua portuguesa chamava-se Reinaldo, tampouco lembro-me de algum episódio específico de suas aulas. Sei também que tive outra professora no 2º grau, mas não me lembro do nome dela.
Como nessa época já trabalhava, possuía certa possibilidade de realizar minhas escolhas, então fiz a carteira da biblioteca pública e lia com freqüência e alguma diversidade. Escolhia os livros que leria, andando pela biblioteca, folheando-os, quase como que deixando eles me escolherem.
Não sei dizer qual a contribuição específica das aulas de português para minha constituição como falante da língua, mas sei que não atrapalhou. Considero-me razoavelmente hábil , tanto na fala como na escrita e jamais fui traumatizada pela gramática.
Terminei o 2º grau no ano de 1993 mas só decidi-me a cursar Letras no final do ano 2000, escolhi este curso justamente por gostar de ler, sem ter muito claro o quê realmente estudaria. Nunca tive vontade de dar aulas, a não ser quando estava na 2º série primária e precisei fazer um desenho sobre o que queria ser quando crescesse e como não consegui desenhar nada, desenhei uma classe de alunos e eu como professora.
Na universidade, descobri minhas falhas como leitora. Sempre fui mera decodificadora de signos e continuo com esta dificuldade. Mas sei que a impossibilidade de enxergar os diversos nuances de uma obra se deve principalmente a minha personalidade, sou superficial, não me demoro em algo que não me apaixone e minhas paixões duram pouco, logo pulo para outra coisa.
Por isso, já estou a tanto tempo cursando Letras, quando me canso, paro, mas não quero desistir, gosto realmente de estudar, de conhecer pessoas e adquirir conhecimentos, mas tudo no meu ritmo.
PS: Texto escrito ano passado, para a aula de Lingüística.
Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Fracasso
Eu ia ler Guimarães...na facul, esse bimestre foi dele...não consegui...tentei...mas não progredi...no seminário, fiz cara de paisagem e ignorei as discussões...na prova, ataquei todos os resumos, análises da obra, mais as anotações de TUDO que a professora falou...tirei nove...muitas vezes acho que a facul não serve pra nada.
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
Pagando mico?
Poizé...eu sou ótima nisso...o último foi pacabá...rs
No último feriado, fui ao chá de panela de uma amiga...como depois teria a pizzada de despedida com o pessoal da facul, resolvi dar uma melhorada no visual (tipo assim...eu só uso jeans, camiseta e tênis, né? Então, pra variar um pouco, resolvi pôr um salto e uma blusinha mais transada)...bemmm...tudo normal...fui ao chá de panela...ri muito e tal.
Depois, fomos à pizzaria...tudo legal, exceto pela falta de metade da turma...rs...ê pessoalzinho mais caseiro, fala sério!
Na volta, estavámos sem carona, então, tínhamos que pegar ônibus...tudo bem, mas...ônibus no feriado é o fim!!!
Resolvemos caminhar um pouco e pegar um só ônibus (senão teríamos que pegar 3!!!)
Tamos quase chegando no ponto de ônibus, eu no meio da rua...de repente me sinto manca...comoansimm???
Rá! Perdi meu salto no meio da rua!!!!
Uma perna 10 centímetros menor do que a outra...rs
Fala sério...depois me perguntam porque só uso tênis!
Terça-feira, Novembro 21, 2006
Porque às vezes sou má?
Me acho uma pessoa legal...procuro não incomodar os outros, não me intrometer na vida alheia.
Mas, ao mesmo tempo, porque sou tão intolerante com as pessoas que me são mais próximas?
Com as pessoas com as quais não tenho muita amizade, sou bacana, não dou bola para o que dizem...sigo em frente, mesmo tentando diminuir os contatos que possa ter com ela.
Mas, com as pessoas que mais gosto...ai, ai, ai...xingo, brigo, falo tudo que tenho vontade...sou até mesmo grosseira...claro, depois peço desculpas, digo que as amo e que é por isso que me chateia quando fazem algo que não gosto.
Meus colegas são até muito pacientes comigo.
O que me incomoda é pensar: será que eles ficam magoados?
Eles sempre perdoam minhas grosserias...mas, puxa, porque eu não sou menos chata? Porque tenho sempre que dizer o que penso, às vezes de forma tão direta? E o pior é que sei que já fui pior...
Quarta-feira, Novembro 08, 2006
Ahnnnn?
O que fazer?
Como fazer?
Estou confusa...
Acho que te amo!
Às vezes penso que não...outras tenho certeza.
E daí?
Tu és chato...
E às vezes, és ótimo.
Não quero compromissos...
Tu já o tens.
Mesmo assim, me perturbas.
E me provocas.
Queres respostas.
Dizes que sou como todas...e sou mesmo...
E daí?
Não sei...
Terça-feira, Outubro 03, 2006
Lua adversa, de Cecília Meireles
Esta sou eu...
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Sexta-feira, Setembro 15, 2006
Guimarães Rosa
"A vida sem sonhos é a morte"(Freud).
Iniciei a leitura de Manuelzão e Miguilin, de Guimarães Rosa.
Sempre tive medo de ler Guimarães Rosa, pensava que não iria conseguir entender, ou então, que iria me decepcionar, pois sempre ouvi dizer que Guimarães é uma leitura deliciosa, mais difícil, por isso, nunca nem tentei.
Quando teve o clube de leituras, eu bem que pensei em participar, mas não consegui o Grande Sertão a tempo, então só acompanhei alguns posts sobre ele.
Agora, não tenho mais desculpas, minha professora de literatura brasileira iniciou neste bimestre o estudo de Guimarães Rosa, então, me enchi de coragem e iniciei a leitura...espero gostar. O bom, é que terei o auxílio dela para trilhar esse caminho!
E já estamos debatendo sobre Guimarães:
Minha professora diz que, em Guimarães o que prevalece é o conhecimento mítico: "sou um ser predestinado, não posso fugir do meu destino", os acontecimentos casuais que perpassam o livro apenas fazem com quê esse destino aconteça antes ou depois.
Ela também diz que Guimarães utiliza a estrutura das histórias biblícas para escrever suas histórias, se eu possuo conhecimento da Bíblia, conseguirei ler Guimarães.
Ela disse algo que eu gostei muito, porque concordo: "teu inimigo é tu mesmo- é preciso ouvir os sinais da vida para ser bem sucedido", como já li em algum lugar: "o inferno somos nós".
Afe...e estamos apenas começando esse bimestre...
